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Fábio Sayeg: Quatro passos para melhorar sua performance digital

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Até 2020, haverá mais pessoas com celulares do que com água corrente e eletricidade em suas casas

Em um mundo cada vez mais conectado não há fronteiras para o crescimento. Mas para conquistar market share é necessário saber o que falar, entender como abordar o consumidor, buscar informações sobre onde ir, quem alcançar e qual a melhor estratégia a ser adotada.

Voltei a refletir sobre estes pontos ao participar recentemente de um evento exclusivo da ZOLY na sede do Facebook Brasil, que trouxe diversos insights fundamentais para o sucesso das marcas.

Você sabia que, segundo estudo da Worldwide Retail Ecommerce Sales, existirá mais pessoas com celulares do que com água corrente e eletricidade em suas casas até 2020? Com mais de 2 bilhões de pessoas e 5 milhões de anunciantes em todo o mundo, o que fica claro é que o mundo digital está repleto de oportunidades. O que precisaremos é conseguir tirar o melhor proveito delas.

Embora as compras através de dispositivos móveis não estejam prevalecendo em todos os países, vemos que o futuro segue nessa direção. Não é por menos que nos Estados Unidos o mobile irá responder por quase metade das vendas de comércio eletrônico nos próximos anos. No Brasil, a mobilidade deve superar 34% em três anos.

O fato é que com os avanços tecnológicos o comportamento do consumidor mudou e as interações ocorrem agora em lugares e momentos diferentes. Precisamos levar em consideração que seu negócio online concorre com as histórias de amigos, familiares e outros anúncios e, por isso, é cada vez mais importante ter uma campanha relevante que consiga transmitir a mensagem e gerar tanto conversão quanto reconhecimento de marca.

Outro fator fundamental é o uso dos dados nos negócios. Mas seria necessário possuir um banco de dados para utilizá-lo como ferramenta de gestão? Com certeza. Um banco de dados organizado e bem estruturado é capaz de produzir efeitos positivos em todas as áreas de uma empresa.

Para te ajudar a alcançar uma melhor performance no mundo digital seguem quatro pontos mencionados no evento do Facebook que precisam fazer parte da sua estratégia.

1. Fragmentação da atenção: lições que aprendi com a televisão e os desafios em um mundo móvel

A TV pode não ser mais a primeira tela, mas nos ensinou uma lição importante: a necessidade de manter a consistência da mensagem. Isso é importante porque o ritmo da criação de conteúdo está superando nossa capacidade de consumir. A atenção tornou-se nosso recurso mais escasso.

Na década de 1970 existiam, em média, oito canais nas casas. Com a fragmentação da mídia, agora são, na média, mais de 194 canais nas residências. As marcas precisam entender que a fragmentação da atenção não está somente na televisão, mas sim na internet de uma forma geral, e também não está sendo disputada somente com os concorrentes.

2. Alcance e frequência: a mensagem de uma marca precisa ser forte e poderosa para a audiência absorver o conteúdo

É fundamental impulsionar uma mensagem como um todo, embasada no valor e objetivo de uma marca, e não divulgar um post sem fundamento estratégico. Quando você impulsiona posts isolados no Facebook tem pouco alcance e frequência baixa (cerca de 12%, segundo o Facebook).

Mas como melhorar? Tendo uma única mensagem – forte e poderosa. O criativo precisa conseguir passar a mesma mensagem em várias criações. Isso vai construir uma marca consistente, com alcance do público correto. Assim, ao impulsionar a mensagem terá muito mais alcance e eficiência de frequência (cerca de 50%, segundo o Facebook).

Mas qual é o marketing do futuro? Muitos fatores puxam para os dados. Criamos muita informação e as decisões a cada dia superam a intuição humana. Claro que ainda tem a fusão da intuição com a massividade dos dados, mas o cenário cada dia colide mais e irá permitir uma tomada de decisão cada vez melhor.

3. Inteligência Artificial: como usar os dados a favor das empresas

A inteligência artificial está ajudando muito, não só na publicidade, mas também em segurança. É importante entender que a informação pode gerar conflitos. Por isso, precisamos equilibrar intuição e dados.

Onde devemos olhar para ser ainda mais assertivos? Sabemos que não é fácil filtrar e tratar os dados para colocar as ações em prática, pois a grande quantidade de dados faz muita gente se perder. Por isso, a dica é começar do final, pensando onde quer chegar e qual pergunta precisa responder. Com isso, provavelmente conseguirá saber as informações que precisam ser filtradas em seu banco de dados para um melhor resultado nos negócios.

4. O futuro chegou: como as empresas podem atrair talentos?

É importante buscar profissionais capacitados que poderão fortalecer a empresa para chegar no objetivo traçado. Hoje as ferramentas estão na prateleira, muitas delas gratuitamente, diferente de antigamente, quando era necessário pagar um alto valor para conseguir acesso.

Isso reforça que cada vez mais o recrutamento, ou possuir um parceiro especializado, se tornou algo imprescindível. A dica é possuir uma composição variada de talentos; claro que prezando pela qualificação para que a escolha seja ainda mais assertiva.

Como está sua performance digital? Está cuidando bem dela ou deixando terreno aberto para concorrência? As oportunidades estão aí, mas é preciso estar bem na foto. É preciso estar na vitrine.

(*) Fábio Sayeg é o CEO e Cofundador da ZOLY. Atuou nas áreas de desenvolvimento de novos negócios no Instituto Ayrton Senna e de gerenciamento de mudanças e comunicação na Novartis para implementação do SAP. Também foi fundador da WROI, em 2006.

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Luiz Fernando Ruocco – O e-mail marketing vai morrer

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Já vivemos o auge e, agora, é hora de entender as novas maneiras de nos conectar com o cliente

Quem trabalha com marketing há algum tempo sabe que o e-mail já foi uma das principais origens de receita, se não a principal, em diversos setores. Vivenciamos o ápice desse tipo de comunicação durante alguns anos.

Mas isso está acabando agora. Explico o porquê.

E-mail marketing, que alguns chamam erroneamente de CRM (Customer Relationship Management, ou Gestão de Relacionamento com o Cliente), é somente uma de várias formas de desenvolver o relacionamento com o usuário. Era uma maneira de comunicação muito utilizada na década passada e os resultados vieram, muito positivos. Todo mundo usava e funcionava.

Hoje, olhamos para a futura geração de consumidores e vemos que eles mal acessam o e-mail, quando têm um. Cadastram-se nos aplicativos com seus números de celulares ou pelas redes sociais em que estão sempre logados.

Os meios de comunicação mudaram e, com isso, a forma com que os usuários se comunicam com as marcas também.

O surgimento de apps disruptivos e super apps têm em comum um ponto claro: a remoção de atrito do usuário com o serviço/produto que ele quer usar/comprar. Por que, então, não estamos removendo os atritos de comunicação com nossos clientes?

O novo CRM — o sistema de gestão, de fato, não apenas um de seus braços de atuação — deve partir do pressuposto de que quem escolhe como e onde falar com a marca é o usuário. E é preciso analisar essas escolhas constantemente.

Hoje, existem empresas que oferecem diversas opções de contato e interação com a marca, mas não possuem a integração desses dados e muito menos o entendimento do lugar, hora e produto a ser ofertado para essa base tão importante.

O primeiro paradigma que temos que quebrar aqui é que os programas de CRM não são um banco de dados. CRM deve ser um sistema de coleta de informações de alguns touchpoints do usuário com a empresa, sejam eles a venda física, o cadastro em uma newsletter, uma landing page de pré-promoção, os cadastrados do site etc.

Dito isso, precisamos entender como combinar os dados que coletamos com essas ferramentas e trabalharmos, aí sim, em banco de dados, tudo dentro da LGPD (Lei Geral da Proteção de Dados).

O novo CRM é literalmente o que a sigla traduz: é a gestão do relacionamento com o cliente, é estar presente de forma integrada com todos os touchpoints.

Alguns empreendimentos já saíram na frente em soluções de CRM. Hoje em dia, empresas estão lançando produtos de integração de CRM para que seja possível manter um relacionamento unificado com o consumidor.

Então, se você tem um varejo ou um negócio que necessita de relacionamento com o consumidor, comece imediatamente a pensar em integração. É o futuro pós-email.

Luiz Fernando Ruocco é Sócio e Diretor de Operações da agência de marketing digital ROCKY, Coordenador de Mercado no ITI MBA da Universidade Federal de São Carlos (UFScar) e mentor de negócios na Liga Ventures.

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Joel Amorim – Marketing de influência: como o BBB se transformou num grande aprendizados para as marcas

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*Por Joel Amorim

O marketing de influência não é uma estratégia nova, mas ganhou contornos diferentes nos últimos anos, sobretudo em 2020. Associar a imagem de uma marca a uma personalidade, a fim de gerar visibilidade, já era uma prática corriqueira e se popularizou com as celebridades criadas nas redes sociais, os chamados influencers. Fato é que, no ano passado e em meio a uma pandemia, vimos surgir a ‘fadiga influencer’, já prevista e muito debatida, e pudemos acompanhar casos desastrosos que nos levam a crer que influenciar pessoas não é uma tarefa simples e que nem todos conseguem cumprir com a proposta. Um exemplo claro e bastante recente é o que acompanhamos no Big Brother Brasil 21.

O comportamento de alguns participantes assustaram e de maneira nada positiva. Como um padrão atual, a prática do cancelamento se faz onipresente e surte efeitos severos naqueles que, expostos, apresentam aos brasileiros todas as suas facetas. É preciso se atentar, contudo, que essa prática não é atual e sempre existiu, mas o que a difere agora é a força que a internet dá para tais julgamentos. O boicote e banimento social como represália a um ato condenável e inaceitável socialmente tende a ganhar traços mais perversos nas redes sociais, quando, sem um rosto, a pessoa se sente livre para condenar o outro, extrapolando os modos, em casos mais extremos, para ameaças.

Se para o social já sabemos os contornos que se dá a prática do cancelamento, no âmbito financeiro tem sido mais recente, a exemplo, do caso do BBB 21, da Karol Conká, que perdeu patrocínios e contratos por conta de comportamento, chegando a ser suspensa em festivais de música. Cobrada pela conduta dos influenciadores, as empresas estão sendo cada vez mais demandadas a se posicionarem, não “passando pano” para os erros alheios. A pergunta que fica é (e não só nesse caso da rapper, mas para o contexto geral): as empresas sabem a quem estão se associando? Elas sabem por qual razão estão se vinculando aquela pessoa?

É preciso existir, em ambas partes, portanto, uma sinergia do influenciador com o produto ou marca. Conectar-se com as pessoas erradas ou de forma equivocada pode sim ter um respaldo muito negativo e de alto custo para ambas. O grande X desta questão é como continuar utilizando o marketing de influência de maneira que os consumidores se identifiquem e continuem sendo influenciados. Às vezes, para evoluirmos, precisamos dar um passo para trás para, assim, conseguirmos dar mais dois para a frente. Repensar essa relação com o consumidor é fundamental para reerguer o propósito principal do marketing de influência. Uma saída é apostar em quem de fato nos influencia no nosso dia a dia, durante toda nossa vida, que são as pessoas com quem convivemos.

Um bom pré-requisito para escolher alguém que vá representar a marca é que a pessoa tenha interesse pela categoria e ela própria busque participar da campanha, por intenção própria. Isto, acredite, já modifica a regra do engajamento. Imagine a situação: aquele que busca por determinado assunto tem mais vontade de dividir com seus amigos a experiência que teve. O resultado é que se cria uma ‘ponte’ entre as marcas e consumidores reais, ou seja, pessoas comuns, com opiniões e percepções reais, que podem gerar maior credibilidade diante de um público que anda tão desacreditado de pessoas que recebem para falar em tom de publicidade sobre determinado produto ou serviço.

Pode até soar, aos ouvidos dos mais desavisados, que essa estratégia não tem fundamento, mas não faltam pesquisas que indicam que quanto mais estreita a relação entre internauta e influenciador, maior a confiança nas recomendações pessoais e resenhas online. Já em 2016, uma pesquisa da PwC apontou que 80% dos consumidores tendem a comprar um item com base nas sugestões de amigos, já que a relação de proximidade é fundamental para a decisão de compra.

São pessoas comuns e reais, que vão construindo um sólido número de seguidores de forma orgânica, tornando-se verdadeiramente influentes que constroem relações maduras e confiáveis entre os consumidores e a marca. O aprendizado que fica com essa experiência é que é possível apostar numa transformação digital por meio de ações que unem expertise com ganhos financeiros através de uma inteligência de mercado que une pessoas reais e genuinamente influentes com empresas que buscam potencializar o reconhecimento de marca e aumentar as vendas acelerando processos em que, no final, os dois elos se favorecem.

Com mais de 25 anos de experiência em empresas multinacionais, gerenciou setores de marketing, dos quais 13 anos foram na Henkel, onde esteve também na Alemanha na área de cosméticos. Adquiriu também vasta experiência internacional na LATAM em FMCG / CPG de J&J e Kraft Foods, Atualmente é Diretor Administrativo da The Insiders para a América Latina.

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Eugênio Neto – Eventos 4.0

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Por Eugênio Neto

Durante quase 30 anos trabalhei na produção de eventos presenciais de pequeno, médio e grande porte fornecendo toneladas de equipamentos e serviços de alta tecnologia em vídeo, som, luz e transmissões em Santa Catarina, região Sul e Sudeste do país. Um mercado que o universo corporativo fomenta há décadas e que, segundo a Associação Brasileira de Empresas e Eventos (ABEOC), movimentava anualmente mais de 200 bilhões antes da pandemia crescendo, até 15% até o ano até 2019.  Um cenário aparentemente perfeito, mas com uma fragilidade pontual: necessidade de público. E, sem o público, os eventos se reinventaram e está sendo formatado em tempo real um novo cenário pro setor no país e o evento 4.0 já é realidade.

Desde feiras, congressos, simpósios, até treinamentos de colaboradores ou shows exclusivos para clientes VIP, a alta tecnologia já tinha um papel fundamental nos projetos presenciais. Os aspectos sensoriais, como luz, som, e imagem já ocupavam cifras expressivas no planejamento de eventos, podendo chegar a mais de 50% do investimento total. E se antes essa tecnologia impressionava grupos reunidos, do dia pra noite ela precisou impressionar e captar a atenção do público de office, ou de empresas com salas à porta fechada. Com a mudança brusca na realidade do setor dos eventos por conta da pandemia, a popularização do virtual evidenciou a tecnologia e a inovação como aliadas indispensáveis na geração de experiências encantadoras para o público separado por telas. E talvez essa tenha sido a maior revolução no setor que chegou a representar 4,3% do PIB Nacional e teve 98 bilhões de prejuízo em 2020.

Em maio de 2020, há mais de 60 dias sem eventos e com um setor inteiro em xeque, em parceria com a Fábula otimizamos os equipamentos de alta tecnologia como painel de LED, som, luz, sistemas de edição, câmeras, refletores e etc., e mudamos nosso serviço, viramos a chave. Passamos a oferecer estúdios 360º modulares, com orçamento elástico. Em nove meses, já eram 5 centros de operação, três em Santa Catarina e dois em São Paulo, mais de um milhão de espectadores de 150 clientes atendidos. Alguns poderão até dizer que foi sorte nossa, mas o fato é que os eventos 4.0 tornaram-se realidade na nossa frente, sem avisar, e contou muito o fato de estarmos preparados, não pra o que viria, mas para a própria mudança em si. Com muitos altos e baixos, com processos experimentais de retorno das atividades, e sem muita perspectiva de uma retomada volumosa, o mercado de eventos, – que somou quase 500 mil demissões no último ano, – vai precisar da força daqueles dispostos a se transformar profissionalmente. Mais de 100 pessoas trabalham direta ou indiretamente nos estúdios da Fábula Live, e seriam mais, se mais profissionais estivessem capacitados. E agora que já é futuro, são muitas as oportunidades para novos caminhos neste setor que nunca deixou de se reinventar.

Eugênio Neto

Fundador Neto Eventos, sócio Fábula Live, e diretor de engajamento da ADVB SC

Matéria publicada no portal de notícias AdNews. Se quiser mais informações sobre o mundo da publicidade e do marketing acesse: https://adnews.com.br/

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